(fonte: www.pensador.com/colecao/cicerolaurindo/)
Poemas
singulares de Cicero Laurindo nós tocam e fazem pensar sobre à vida e o que
sentimos. Um verdadeiro poeta não escreve sobre si, mas escreve o que sente em
sua alma. Essa capacidade de sentir se manifesta nele de forma natural e ousada
com uma simplicidade de quem fala de coisas que são comuns a vida.
A Poesia
Quando a poesia
acaba
Nós restas na
poeira do pensar
uma leve brisa do
que foi o amar.
Quando a poesia
acaba
Não há violão para
cantarolar,
Nem verso fundo e
raso de amar...
Quando a poesia
acaba
Não há ninguém para
beijar.
(Cicero Laurindo)
Viajar
Queria poder viajar
pelos teus olhos
Pelos teus lábios
Pelos teus cabelos
E pelo teu corpo me
abrigar
E em um abraço me
encaixar
Queria em um abraço
te amar
Por toda uma
eternidade te beijar
Pelo que sinto em
te tocar
(Cicero Laurindo)
Primavera
Existem pessoas que
são como a primavera
Elas nos tocam e
deixam saudade,
Aquela vontade de
viver mais.
Existem pessoas que
o perfume fica na gente
E que a saudade nos
atormenta.
Existem pessoas que
a gente conversa
E que nós entende.
Que a gente abraça
e se diverte
E que nunca paramos
de sorrir para elas
Sempre com aquele
olhar
De criança boba que
só quer brincar.
Talvez à primavera
viva na gente
Mesmo que os dias
se tornem frios
E o calor do verão
queime às flores
Restara sempre
aquele perfume.
Cicero Laurindo
Eu te Esqueço
Eu não posso dizer
que ti quero
Não posso dizer que
sinto o mesmo
Nem o que sempre
senti
E nem o que não
tenho,
Porque o que tenho
é breve
Tão breve quanto
distante.
Não posso me conter
e sorrir para você
Porque não posso
ser fraco mais
E foi por ser fraco
que te quis
Com a fraqueza dos
que amam
E com a paixão dos
que querem
E com a rejeição
dos que buscam.
Eu te esqueço
Mesmo sabendo que
me engano.
Está contigo é paraíso
A qual sempre quis
está
Estar contigo é
esquecer quem sou
É viver um agora
sem fim
É senti que alguém
importante está por perto
É almeja um querer
impossível
É saber que sou o
homem mais feliz do mundo
E que quando tu se
vai
Eu me torno o mais
miserável.
(Cicero Laurindo)
Meu
Morro quando tu
viras as costas e vai embora
É porque sinto que
se vai um pedaço de mim
Um pedaço de mau
caminho
Um mau caminho mal
andado
Que desejo com o
desejo sem fim
É porque enfim te
quero
E com toda ternura
te venero
Mas te respeito confessando
que nunca trilharei
Esse teu caminho ao
meu
É que quero teu
corpo ao meu.
@Cicerolaurindotextos
Te Vejo
Eu vejo poesia
Vejo um rio de
agonia
Vejo um desespero e
uma dor
Dor no olhar
Dor no cantar
Dor no andar
Me falta o ar
Eu vejo flores
Flores para te dar
Vejo um canto,
Mas um canto escuro
Em um lugar
qualquer
Para chorar
Eu vejo poesia
Quando te vejo nos
meus sonhos
Nos meus sonhos eu
te tenho,
Você pegava em meu
rosto e me chamava de amor.
(Cicero Laurindo)
O Meu Segredo
Você é o segredo o
qual escrevo
A lembrança que não
esqueço
Mas que escrevo
Pelo fogo do
desejo.
Você é o sentido
que descrevo
Porque sou paixão
Paixão ardente
nessa mão
Nessa mão que
escrevo.
Vim de longe
Voei na mão do
vento
Tornei-me leve
Esvaziei-me, porque
foi preciso.
Porque foi preciso
te esquecer.
Amo o dia e à noite
Mas não posso amar
os dois
Há de deixar o dia
E permanecer na
noite
Ou há de deixar as
sombras
E viver à luz do
dia.
O dia é intocável
A noite a todos
toca
Mais se vai como
uma criança.
Tem noites que tem
lua
E outras que não
tem
Prefiro o dia
Porque sempre
haverá um sol.
(Cicero Laurindo)
Apenas mais Um
Eu sou apenas mais
um
Uma ideia sem muita
importância
Alguém que você
cumprimentar e vai embora
Cuja imagem some e
não quer dizer nada...
Eu sou apenas mais
um...
Mais um que não tem
nada de especial
Mais na fila dos
muitos que te querem
Alguém que você olha
e diz...
Lá vem aquele chato
Aquele chato que me
ama
Aquele que não tem
nada de especial
Mais que me ama
Lá vem aquele chato
Que me dar flores
Que escreve o que
eu quero ler
E que sabe que eu
sei de tudo
Mais mesmo assim
finjo não saber
Porque eu não o
quero...
Eu não sinto nada
por ninguém
E a ninguém
procuro...
Mais eu te amo
mesmo sendo assim...
Eu sei que te toco
Eu sei que já
sonhou comigo
Eu vi em seus
olhos...
Você dançava comigo
nos seus olhos...
Acho que era valsa
com um pouco de tango a argentino
Talvez fosse só
mais um sonho que sonhei
Mais nesse sonho a
gente namorava
A gente viajava
para França ou para Berlim
Você se perdia em
Tokyo
E eu em Nova York
E eu quando olhava
em seus olhos me perdia,
Me perdia dentro de
você.
(Cicero Laurindo)

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